Pâmela Pedra


Desde a pré-adolescência, encontrou nas palavras um refúgio para compreender e dar forma às inquietações da alma. Durante o curso de Letras na PUC Minas, conquistou uma bolsa de intercâmbio na Faculdade de Letras do Porto.
A paixão pela cidade foi instantânea e marcou sua vida, contribuindo para sua decisão de permanecer no país. No entanto, os desafios de ser imigrante levaram-na a arquivar seus escritos, e a licenciatura foi deixada de lado por não se identificar mais com suas propostas. Ainda assim, os temas que sempre a inquietaram — a veracidade do amor, a finitude da vida, as insignificâncias sociais e as degradações do ser humano — nunca deixaram de ressoar em sua mente.
Após anos de silêncio criativo, recebeu menção honrosa por sua crônica “Trombone” no Concurso Literário Paulo Setúbal de 2024. Além disso, tem reunido contos e poemas publicados em antologias e revistas no Brasil e em Portugal. Uma gaivota esmagada no asfalto da avenida é o seu segundo livro de contos, embora o primeiro exista apenas nos arquivos da memória.